sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Weekend.

Barulho, gritaria, bebidas, drogas e um monte de adolescente reunido em um só lugar. Lá estava eu, uma garota de 16 anos com ar de revolta em um show de rock. Vodkas nas mãos, um cigarro na boca. Cabeça rodando, arrudiada de pessoas falando sobre tudo e ao mesmo tempo não dizendo nada. Mal conseguia andar e minhas mãos trêmulas muitas vezes deixava a bebida cair sobre minha roupa. Naquele dia seria capaz de trocar meu coração por um fígado novo. Pensamentos vazios, sentimentos perturbados, coração dilacerado. Até parecia que aquela garota inocente que era antes, não existia mais. Mergulhei sem medo em mundo profano, cheio de prazeres insanos. Ignorando os fatos, errando, pecando. Bebendo, se drogando, abusando de tudo e de todos. Não sabia mais o que era lucidez naquele mundo de loucos. Falei demais, errei demais. Em alguns momentos pensei seriamente em colocar a cabeça no lugar e parar de agir como louca ou talvez voltar a ser aquela garota que era antes. Foi neste exato momento que fechei os olhos devagar e lembrei do sofrimento que é amar. Será que vale a pena? Devagar senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Será que para vivermos de amor temos mesmo que sofrer tanto assim? O que na verdade é melhor: Sofrer por amar alguém ou sofrer por não amar ninguém? - E no meu caso, nem a mim mesma - Então rapidamente abri os olhos, enxuguei as lágrimas e vi toda aquela loucura que acontecia ao meu redor. Sair de casa em um dia e só chegar no outro. Colocar um sorriso no rosto e dizer que estou feliz, quando na verdade estou cansada, frustrada e com a filha da puta de uma ressaca. Dormi na rua, no frio ou muitas vezes nem dormi. Conviver com pessoas fúteis. Se drogar, beber. Correr perigo, decepcionar a mãe. Gritar a revolta em meio ao barulho das guitarras pra ninguém ouvir. Se alimentar de desamor. Mais uma vez eu me pergunto: Será que tudo isso vale mesmo a pena? 

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